sábado, 6 de outubro de 2007

Felicidade

A nossa companheira Ermelinda resolveu, há aqui uns tempos, numa das nossas reuniões de estudo das 6as feiras, e a propósito dos temas tratados nessa noite, perguntar a cada um de nós “Você é feliz?”
Cada um dos presentes foi alinhavando a sua resposta – uns responderam que eram, outros “assim- assim” e alguns disseram que não eram felizes.
Cada resposta baseou-se, obviamente, nos seus sentimentos, mais ou menos optimistas, mas também – e PRINCIPALMENTE – no conceito ou noção que cada um tem de FELICIDADE.
Se eu pensasse, agora, fazer-vos a mesma pergunta, acho que receberia o mesmo tipo de respostas, com base nas mesmas diferenças de sentimentos e conceitos.
E foi naquela mesma noite que eu resolvi debruçar-me sobre este tema, para uma possível palestra.
E ela cá está hoje; mas digo já que não é com a intenção de definir FELICIDADE.
E porquê?! Por que não procurar uma definição?
Também explico já – quando afirmo que não tenho a intenção de procurar a DEFINIÇÃO DE FELICIDADE, nem de qualquer outra coisa, quero dizer que, segundo os mais entendidos, à DEFINIÇÃO não se lhe pode acrescentar ou retirar mais dada; fica definido e é definitivo.
É um erro que todos cometemos com frequência. O que na verdade se pode e deve fazer é procurar a NOÇÃO, o CONCEITO, a IDEIA que está por detrás da palavra e a melhor forma de a transmitir.
A nossa companheira Denise fez, há tempos, um brilhante trabalho exactamente a propósito disto – a dificuldade de passar a IDEIA através da “chatice” da linguagem.
DEFINIR só poderá acontecer na Matemática e na Física; e, mesmo assim, vem o Sr. Einstein e diz “que tudo é relativo.”
Ora, no que fui pesquisando, também fui encontrando diferentes opiniões, tal como aconteceria aqui se vos pedisse que dissessem o que é a Felicidade.
Há, porem uma opinião que, não, explicando o que é, diz de onde é ou melhor ainda, diz de onde NÃO É…
Concretamente, diz: “A Felicidade não é deste mundo”. Isto lê-se no capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, explicado pelo Cardeal francês Morlot, em 1863, referindo-se ao Eclesiastes, um dos Livros Sapienciais do Antigo Testamento.
Mas vamos deixar este aspecto mais para o fim.
Fiquemos, por agora com aquelas ideias que, como encarnados, podemos compreender melhor, por serem ideias ou opiniões mais comuns, mais terra-a-terra, mais ligados aos nossos pensamentos do dia-a-dia, de forma que, mais à frente, possamos entender os aspectos mais profundos.
O Sr. Bertrand Russel, inglês que foi Prémio Nobel da Literatura em 1950 perguntava, um dos seus livros intitulado “A conquista da Felicidade”: “O que é mais invejável do que a Felicidade?”
Por outras palavras: Quem é que não deseja ser feliz? Há alguém que não queira atingir a Felicidade?
A resposta a estas perguntas é óbvia – toda a gente quer ser feliz.
Mas não é só a resposta de nós, aqui, ou do nosso tempo actual; aquele desejo é encontrado em todas as culturas e em todos os tempos.
É curioso que a maioria das pessoas classifica a Felicidade acima do “dinheiro” ou
Dos bens materiais (embora, em privado, distraidamente, muitos se comportem como se isso fosse o seu principal objectivo).
É curioso, também, que nos Estados Unidos da América, a sua Constituição Política consagre o direito inalienável “à vida, à liberdade e à procura da felicidade.” Claro que a gente sabe que este princípio é muitas vezes esquecido – como se sabe, em vez do direito à vida, têm a pena de morte e vendem armas como quem vende brinquedos, em vez da liberdade mantêm cadeias onde os reclusos, em vez de reeducados, aumentam os seus instintos e artes de malvadez, e a felicidade (de acordo com o seu conceito) é para uns quantos - e os outros… tenham paciência. Diga-se, em abono da verdade, que não acontece só lá; mas parece que lá abusam.
Mas vamos nós continuando em busca da nossa ideia de felicidade. E nestas buscas, não faz mal ir ver o que noutros tempos e outras gentes pensavam disso; por exemplo, na velha Grécia (onde vamos sempre beber qualquer coisa de sabedoria) os hedonistas – um grupo de pensadores e filósofos – achavam que a felicidade estava no prazer, fosse ele qual fosse. PRAZER em grego diz-se HEDON – daí se chamarem hedonistas. Nós conhecemos, ainda hoje, algumas pessoas que pensam e agem assim – conduzir um Ferrari com uma miúda muita gira ao lado é um prazer; e isso é a felicidade …. para o fulano; e decerto também para a fulana, considerando o seu prazer de ir bem acompanhada e ricamente transportada.
Mas, a seguir aos HEDONISTAS, aparecem os ESTÓICOS que diziam que para ser feliz bastava não desejar nada; não desejando nada, tem-se tudo. Ora tendo tudo, somos felizes. Acho que eram uns exagerados – aliás, como terão notado, andava tudo à volta do TER; em relação ao SER, as suas regras principais eram: Abstém-te, Sofre e Resigna-te. Tudo em relação a si próprio; nada em relação aos outros.
Como vêem, há já muito tempo e muita tente, de diferentes lugares, a pensar no que é isso de ser FELIZ, o que é a FELICIDADE.
Mais recentemente surgiu uma versão que defende que a Felicidade está nos nossos genes. Esta noção é descrita por Paul Martin, doutorado em Biologia comportamental na Universidade de Cambridge. E acrescenta que a felicidade “ficará ajustada no momento da concepção.”
Aqui, eu DESPERTEI. É que o que se chama de GENES, nós podemos claramente relacionar com VIDAS PASSADAS e com a organização de uma nova encarnação.
Diz ele, também, que “a felicidade reside na mente”; mas eu estou mais inclinado a dizer que reside no Espírito (e já explico porquê…)
Sobre essa base ou princípio que cada um de nós é, assentam depois as experiências de vida, as atitudes e as maneiras de pensar, e nestas têm, nos primeiros tempos, um grande impacto ou uma grande influência os pais e a escola e, mais tarde, toda a sociedade e a sua época.
O que significa que, como tudo, a Felicidade pode ser aprendida e treinada (ou educada).
Explica Paul Martin, o Biólogo Comportamental de quem falei, que experiências neurocientíficas, cuidadosamente controladas, revelaram que certas formas de meditação produzem alterações na actividade cerebral que estão associadas a sentimentos de felicidade e ausência de ansiedade. Ora, esta actividade cerebral é mais notada, è mais sentida numa região do cérebro onde se situa a tal glândula pineal (ou epífise) onde alguns cientistas e filósofos atribuíram a localização da ALMA. É curioso. E esta, hein??
Das diferentes ideias que nós fazemos da Felicidade algumas são erros enormes, ou mesmo mitos. Um deles, talvez dos maiores, é o de que a Felicidade é alimentada pela riqueza e pela fama – o dinheiro e a fama podem, aparentemente, fazer-nos sentir melhor durante uns tempos, mas não muito melhor, nem por muito tempo.
Ganhar o Euromilhões, aparecer na televisão ou comprar um iate não é caminho para uma felicidade duradoira. Até porque a constante procura da riqueza, do sucesso, do reconhecimento social distorce as vidas das pessoas e torna-as INFELIZES, isto é, o materialismo excessivo é frequentemente a causa da INFELICIDADE.
Poderemos, no entanto, afirmar que de um modo geral Felicidade é um estado mental (e de espírito) composto por três elementos
- o prazer, que tem a presença do contentamento, da alegria e do afecto;
- a ausência do desprazer, isto é, a ausência de emoções negativas, como a tristeza, a ansiedade, o medo, a ira, a culpa, a inveja, a vergonha; e
- a satisfação, que reflecte aspectos da nossa vida em relação com os outros ou com a nossa carreira, profissional ou não.
Idêntica opinião tem o Dr. Roque Cabral (que foi Professor da Faculdade de Filosofia de Braga) quando diz “que a Felicidade corresponde à satisfação experimentada por um indivíduo ao realizar aquilo que aspirava”. Diz ainda “que é mais espiritual que o prazer e menos completa que a beatitude.”
Aqui vamos ao velho latim pedir ajuda:
- beatitude é, em termos religiosos, a felicidade eterna e suprema, e em latim beatitudine
(que até parece nome de remédio) significa, vejam só, FELICIDADE e beatu significa FELIZ.
Ora, agora, a gente já começa a entender algumas coisas, como por exemplo:
- que a Felicidade é mais que só prazer;
- que a Felicidade não pode ser um sentimento egoísta;
- que a Felicidade depende dos objectivos das nossas vidas;
- que a Felicidade se relaciona com a perfeição; com a caridade; com o amor; com o bem;
com a justiça e que, naturalmente, “não é deste mundo” como antes referi e nos diz o Evangelho; não é deste mundo físico, devo acrescentar.
Das dúvidas e/ou omissões que para trás ficaram podemos, porém, colher alguns esclarecimentos no Livro dos Espíritos, no capítulo “Penas e Gozos Terrenos”, e logo na primeira pergunta do capitulo: “O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa”?
E a resposta que nos é dada: “Não, pois a vida foi-lhe dada como prova e expiação, mas dele pode depender abrandar os seus males e ser tão feliz quanto possível.
E, a seguir, aparece outra pergunta: “A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que é suficiente para a felicidade de um, pode fazer a desgraça de outro. Há no entanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens?”
A resposta é clara: “A medida comum para a vida material é a posse do necessário; para a vida moral e a consciência pura e a fé no futuro.”
Não é preciso, de facto, mais explicações. Entendamos, pois, que estamos aqui de passagem e no que nesta passagem fizermos, por nossa escolha, assim atingiremos maior ou menor grau de felicidade, depois da passagem chegar ao seu fim.
Como diz o povo: “quem boa cama fizer, nela se deitará”. Estamos entendidos?
Não nos deixemos, porém, cair no desânimo, não digamos “ai mãe, que eu não sou capaz”, “ai meu Deus que nunca mais vou ser feliz”.
Nada disso – ao contrário, temos que, com optimismo, pensar que se pode fazer bem a alguém e fazê-lo; que se pode dar com maior prazer do que quando se recebe; que somos capazes de enxugar uma lágrima, e enxugamo-la.
As condições são sempre as mesmas e estão contidas na frase “sem caridade não há salvação”, tomando aqui SALVAÇÃO como sinónimo de FELICIDADE.
Apetece-me transcrever, aqui, um pequeno trecho de Joana de Ângelis no livro Desperte e seja feliz.:
“A luz brilha mais quando a escuridão predomina. O medicamento destina-se ao enfermo. A água fresca sacia a sede. O pão generoso vence a fome.
É natural que, num planeta em processo de depuração, haja predominância do desequilíbrio e, portanto, da violência, do prazer enlouquecedor, da destruição.
O futuro, no entanto, desenha-se assinalado pelas realizações enobrecedoras, quando não mais haverá crime ou hediondez, aberração ou vício, maldade ou desgraça.
Os Espíritos que agora habitam a Terra passam pelo teste selectivo da qualidade moral…Os bons prosseguirão, os maus aguardarão em outros planos onde se modificarão para melhor.
A Tua harmonia é necessária desde hoje, para diminuir o tumulto, o caos. Começa, desde agora, a tua transformação interior, optando pelo sacrifício, acções elevadas, o bem sem limite.
Nesta operação, manter-te-ás em harmonia como instrumento dócil nas mãos de Deus, que prossegue operando em favor do MUNDO FELIZ DE AMANHÃ."
Por outras palavras – a oportunidade que esta encarnação nos dá é uma FELICIDADE; é a oportunidade que nos è dada de fazer melhor por nós e pelos outros.
Então é de aproveitá-la; vamos “investir” agora no BEM e na BONDADE; desse “investimento”, o “lucro” será MAIS FELICIDADE. Mas como o nosso percurso não começou nesta nossa vida actual, nesta encarnação, temos que perceber que a FELICIDADE, maior ou menor, que no presente nos é dada, permitida ou merecida, é efeito ou consequência do que em, vidas anteriores , fizemos. Tenhamos nós a consciência tranquila, estejamos nós de bem connosco próprios, e sentir-nos-emos FELIZES. Façam, então, todos “O FAVOR DE SER FELIZES”, como dizia o nosso Raul Solnado nos seus programas na televisão.

Deixo-vos 3 ou 4 comentários sobre o tema de hoje, de Espíritos e Mentes mais sabedores do que nós:
- O Bem que fizemos na véspera é o que nos traz a Felicidade na manhã seguinte (provérbio hindu)
- Não existe um caminho para a Felicidade; a felicidade é o Caminho. (Gandhi)
- Se alguém não encontra a felicidade dentro de si mesmo, é inútil procurá-la noutro lugar
(La Rochefoucauld – filósofo)
- A Felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado material do meio em que vive (Kardec).
-Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo. ( Jesus Cristo).
(Linhas-base da palestra proferida pelo Reis a dia 29 de Setembro)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Espiritismo nas Universidades de Cambridge e Oxford, Inglaterra

Depois de aqui ter colocado uma síntese da notícia sobre a ida de Luís de Almeida à Universidade de Sorbonne, Paris VI (U. Pierre et Marie Currie ) no âmbito da conferência «Porque sou cientista e espírita?», segue-se um artigo publicado na Revista Internacional de Espiritismo do mês de Setembro (pp. 444-5). O texto é da autoria de José Santos a quem a Casa da Boa Vontade agradece profundamente pela autorização para a publicação do texto integral e das fotos neste blogue.



ESPIRITISMO NAS UNIVERSIDADES DE CAMBRIDGE E OXFORD, INGLATERRA

O Professor Doutor Luís de Almeida, cientista português da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) levou a Doutrina Espírita aos rigorosos meios acadêmicos das Universidades inglesas de Cambridge e Oxford.
Na respeitada Universidade de Cambridge que deu ao mundo oitenta e um "Prêmios Nobel" e albergou nomes como Sir Isaac Newton, Bertrand Russell, J. J. Thomson, Ernest Rutherford, Niels Bohr, Paul Dirac, Max Born, James Watson, Steven Weinberg e Stephen Hawking entre tantos outros... o cientista português levou a cabo duas conferência sobre "O que é espiritismo, e o que não é espiritismo" e outra sobre "O Papel do Espiritismo na sociedade vigente e a importância do Espiritismo na vida de um cientista”. O evento decorreu no dia 14 de Julho, às 9 horas e segunda conferência às 14 horas e teve lugar no conceituado «Instituto de Ciências Matemáticas Isaac Newton», dirigido, actualmente pelo Professor Doutor Stephen Hawking, com o título de professor lucasiano (nome que se dá a uma cátedra) outrora ocupada por Isaac Newton.
É a primeira vez que um espírita, profere uma palestra sobre o Espiritismo na conceituadíssima Universidade de Cambridge, Faculdade de Matemática da Universidade de Cambridge e no Instituto de Ciências Matemáticas Isaac Newton do Reino Unido, e para um público totalmente europeu onde só constavam cientistas, professores e estudantes universitários. O auditório totalmente lotado comportou cerca de 500 pessoas.
Tudo começou com uma brincadeira entre cientistas ingleses, irlandeses e escoceses com o cientista português. Face à racionalidade com que o Prof. Dr. Luis de Almeida “fala” sobre a Doutrina Espírita na seio da “família” de cientista, esta despertou o interesse dos seus colegas que sem ele saber tinham agendado uma conferência espírita, exclusiva ao meio académico. Conferência essa que nem sequer foi divulgada e o pesquisador português até a desconhecia. Soube dois dias antes já que tinha que se deslocar à Universidade de Cambridge em trabalho.
O cientista Luis de Almeida abordou sempre de forma magistral um paralelismo constante entre Espiritismo e Ciência (Astrofísica e Cosmologia): falando-nos primeiramente dos fenômenos espíritas, que despertou interesse ao longo da história da humanidade, levando a vários cientistas como o físico-químico inglês Sir William Crookes o astrônomo francês Camille Flammarion e o pedagogo francês Hippolyte Léon-Denizard Rivail (Allan Kardec) entre tantos outros homens de ciência, a se interessarem pelo assunto despertando a “curiosidade” – a alma do cientista – e levando-os a fazer suas pesquisas e estudos exatamente como os cientistas atuais fazem na sua vida profissional... Continuando na sua linha de analogia entre “Ciência e Espiritismo” o cientista português afirmou mesmo que ser espírita é ser como um cientista, «… sermos homens e mulheres dos “Porquês..?” Querermos sempre sabermos mais. Compreendermos mais ainda para melhor conhecer a vida e conhecermo-nos a nós próprios… esta é a proposta impar que a Doutrina Espírita nos oferece. Uma doutrina lógica e racional, libertadora e consoladora… que consola o coração com a razão e liberta a mente com o amor…» atestou Luis de Almeida de forma surpreendente levando a audiência a interromper com uma salva de palmas…. Luís de Almeida comenta com o auditorio que o Espiritismo “nasceu” em França e vários vultos da cultura inglesa e mundial como Sir Arthur Conan Doyle, os matemáticos ingleses Lord Rayleig e Prof. De Morgan, Sir David Brewster, o médico russo Aleksander Aksakof, o Prof. Butlerof, o astrónomo alemão Friedrich Zöllner, o fisiologista francês Charles Richet, o naturalista inglês Alfred Russel entre centenas de tantos outras individualidades estudaram esses fenômenos e que atualmente a Inglaterra e os EUA têm vários pesquisadores de primeira linha na continuidade desses estudos, rumo a uma maior conhecimento das perguntas que todos os cientistas indagam; quem somos, de onde viemos e para onde vamos…. Falando na “linguagem” da plateia, Luís de Almeida explica, que Portugal tem a Fundação Bial na cidade do Porto que concede bolsas aos pesquisadores para estudarem o “espírito”… sendo os congressos da Bial dos mais conceituados da Europa em nível médico. No Brasil, o médico psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, a Profa. Dra. Dora Incontri (pedagoga) e o Eng. Hernani Guimarães de Andrade (falecido), todos de S. Paulo, deram e dão enormes contribuições para um Espiritismo muito sério, com rigor e voltados, também, para o meio acadêmico. Sem esquecer a vida do maior médium espírita psiccógrafo de todos os tempos, Francisco Cândido Xavier, com mais de 400 livros das mais variadas áreas e escritos por espíritos e estudado pela NASA.
Luis de Almeida explica à platéia inglesa, que nunca tinha ouvido falar de Espiritismo, que por vezes as pessoas mal-intencionadas e ligadas ao ocultismo, tarot, astrologia, adivinhações e outras crendices populares se intitulam de espíritas face à seriedade e respeitabilidade que os espíritas têm. Numa viajem histórica explica que Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Rússia, Suécia entre tantos países europeus tinham um grande número de adeptos, mas que a I e II Grandes Guerras abalaram fortemente o alicerce do Espiritismo europeu e o que restou, Portugal e Espanha, a ditadura de Salazar e Franco quase acabaram com o que sobrou, onde em Espanha, o General Franco mandou fuzilar espíritas…
Face ao interesse dos acadêmicos de Cambridge a conferência continuou até às 13h30 reiniciando-se depois às 14 horas onde o pesquisador português explicou como cientista a importância que o Espiritismo tem na sua vida e na sua profissão…narrou fatos pessoais em que muitos dos colegas intervinham para relatar fatos semelhantes… e explicou que na Inglaterra existe uma Federação Espírita que se chama British Union of Spiritist Societies embora dirigida por imigrantes brasileiros radicados em Inglaterra.
Devido ao enorme interesse o cientista português Luís de Almeida foi convidado por vários colegas de outras universidades inglesas para proferir mais conferências no meio acadêmico rigoroso inglês, mas por impossibilidade profissional só aceitou proferir na Universidade de Oxford, já que ia para lá também a trabalho…em que brindou a audiência com o tema «Por que sou cientista e espírita». O evento ocorreu na segunda-feira, 16 de Julho, às 15 horas e teve lugar no venerado «Departamento de Física da Universidade de Oxford», do Reino Unido, local de "culto" para a ciência oficial, sem qualquer divulgação tendo sido marcado de um dia para o outro, estiveram presentes cerca de 250 acadêmicos ingleses.
Ficou demonstrado que os europeus estão bem receptivos à Doutrina Espírita.


Cambridge



Centro de Pesquisa Francês

Oxford



Sorbonne