sábado, 28 de fevereiro de 2009

Lei de Causa e Efeito

Deus não profere um julgamento a cada acto praticado pelo indivíduo. Ele criou leis naturais, físicas e morais, que regem a vida universal e é de acordo com uma dessas leis que as conseqüências de nossos atos vêm natural e automaticamente. Falamos, pois, da Lei de Causa e Efeito: a cada acto do ser, corresponde um efeito, um estado, uma obra.
A esta lei divina, alguns também chamam de Lei do Retorno.

Causa e Efeito
Não há uma única imperfeição da alma que traga consequências desagradáveis e inevitáveis, assim como não uma só virtude que não seja fonte de alegria, de recompensa.
Podemos, pois dizer, de modo simbólico, que tudo é medido e pesado na balança da justiça divina.

O que é Carma?
O Carma é uma imposição das Leis Divinas nos caminhos da regeneração.
A filosofia oriental define Carma como as consequências das nossas acções pretéritas que se projectam no presente, num mesmo mecanismo de causa e efeito.

Finalidades da Lei de Causa e Efeito
Primeira - É a conta a pagar, o montante que devemos pelos prejuízos causados, segundo um princípio divino enunciado por Jesus que afirmou: “ A cada um será dado segundo as suas obras.” (Mt 16:27)‏. Assim fica estabelecido o princípio da responsabilidade individual.

Segunda - Contenção: o comprometimento com o mal entranha-se no indivíduo na forma de tendências que precisam ser contidas e eliminadas.

Terceira - Renovação: o sofrimento decorrente das limitações físicas impõe um fastio das ilusões humanas.


Aparecimentos dos efeitos
Imediato : pratica-se um acto e, logo, a curto prazo ou um pouco mais tarde, recebe-se a consequência, a reacção, mas ainda durante a encarnação presente.

Após a morte e na reencarnação : às vezes, o efeito do que fizemos como encarnados somente aparece na vida espiritual ou vai se reflectir noutra das nossas rencarnações futuras, quando certas falhas não são logo resolvidas na vida actual. Os efeitos de certas virtudes que não surgem imediatamente aparecerão mais tarde, ou na vida espiritual ou em nova existência corpórea.


A Duração
Os efeitos de uma acção perduram enquanto não terminar o impulso que os gerou.
As acções boas fazem os efeitos negativos diminuírem ou, até mesmo desaparecerem.
Jesus afirmou que ações benevolentes impedem os efeitos negativos.
Disse Jesus: “Muito lhe foi perdoado porque muito amou, mas a quem pouco se perdoa é porque pouco ama" (Lc 7:47)‏
“Se perdoades aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoades aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vós perdoará os pecados” ( Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. X, item 2)
Repetindo a o ensino do Cristo, Pedro esclarece em sua epístola:
“O amor cobre a multidão de pecados”. (Pedro 4:8)‏
Foi através do amor que Jesus resgatou a multidão de pecados, mas não o muito sofrer, pois que "todo sofrimento tem uma causa e desde que se admita um Deus justo, essa causa deve ser justa." (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.V, item 3)

Como agir ante a Lei de Causa e Efeito ?
- Com resignação
- Com acção para o bem

Podemos entrar em contacto com Deus através da Oração.
Lembre-se que orar é falar com o coração e que a voz do coração é o sentimento
A Providência Divina usa como método real de evolução apenas a educação e o amor.
Que podemos fazer, então, para melhorar o nosso Carma?
Realizar exercícios diários da prática Cristã, não esquecendo virtudes como a Bondade, a Tolerância, a Paciência,a Compaixão, a Fé e o Perdão.

(Linhas-base da palestra proferida pelo Beni a 14 de Junho de 2008)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A Veneranda Joanna de Ângelis


Falaremos de um espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, nos seja imposta grande soma de sacrifícios. Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome JOANNA DE ÂNGELIS e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrar na mansa figura de JOANA DE CUSA, numa discípula de Francisco de Assis, na grandiosa SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ e na intemerata JOANA ANGÉLICA DE JESUS.

JOANA DE CUSA
Segundo informações de Humberto de Campos, no livro Boa Nova, Joana de Cusa era alguém que possuía verdadeira fé. Narra o autor: "Entre a multidão que invariavelmente acompanhava Jesus nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre carácter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjugavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores".
O seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre que Joana seguia com acendrado amor.Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de conforto de Jesus que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galileia, aconselhou-a a segui-Lo à distância, servindo-O dentro do próprio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: o seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho. Jesus traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com resignação o resto de sua vida. Mais tarde, tornou-se mãe.
Com o passar do tempo, as atribuições se foram avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar. Esquecendo "o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão". Trabalhou até à velhice. Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por Jesus, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz.
Narra Humberto de Campos, no livro citado:
"Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.
- Abjura!... - exclama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.
A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas:
- Repudia Jesus, minha mãe!... Não vês que nós perdemos?! Abjura!... por mim, que sou teu filho!...
Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angústia que lhe retalham o coração. Após recordar sua existência inteira, responde:
- Cala-te, meu filho! Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a Deus!
Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor."

UMA DISCÍPULA DE FRANCISCO DE ASSIS
Séculos depois, Francisco, o "Pobrezinho de Deus", o "Sol de Assis", reorganiza o "Exército de Amor do Rei Galileu", e ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal.

SOROR JUANA INÉS DE LA CRUZ
No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem. Renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilómetros da cidade do México, com o nome de Juana de Asbaje y Ramirez de Santillana, filha de pai basco e mãe indígena.
Aos 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia às perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras. Começou a fazer versos aos 5 anos. Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéeia de, no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando:
-Só se te vestires de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar.
Juana ficou surpreendida com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas e português sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena.
O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição europeia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher. Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, os seus ensaios e as peças bem-humoradas. Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A plateia assistiu, pasmada: aquela jovem de 15 anos respondeu, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. E tanto a plateia como os próprios especialistas aplaudiram-na, no final, ficando satisfeito o Vice-rei.
Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte. A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade. Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte.
Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerónimo da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se às letras e à ciência. Tomou o nome de Soror Juana Inés de la Cruz. Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra.
Era frequentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências. A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era conhecida como a "Monja da Biblioteca".
Imortalizou-se também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de leccionar e pregar livremente.
Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs reliogiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.

SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS
Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, agora na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como Joana Angélica, filha de uma abastada família. Aos 21 anos de idade ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus, fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária. Em 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de Fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.
Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade extrema para aprender português. É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.
Dentre esses afeiçoados a Joanna de Ângelis, destacamos Amélia Rodrigues, educadora, poetisa, romancista, dramaturga, oradora e contista que viveu no fim do século passado ao início deste.

JOANNA NA ESPIRITUALIDADE
Quando, na metade do século passado, "as potências do Céu" se abalaram, e um movimento de renovação se alastrou pela América e pala Europa, fazendo soar aos "quatro cantos" a canção da esperança com a revelação da vida imortal, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus. E ela, no livro "Após a Tempestade", em sua última mensagem, referindo-se aos componentes de sua equipe de trabalho diz:
"Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, que ando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino."
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar duas mensagens assinadas por "Um Espírito amigo". A primeira, no Cap. IX, item 7, com o título "A paciência", escrita em Havre, 1862. A segunda, no Cap. XVIII, itens 13 e 15, intitulada "Dar-se-á àquele que tem", psicografada no mesmo ano que a anterior, na cidade de Bordéus. Se observarmos bem, veremos a mesma Joanna que nos escreve hoje, ditando no passado uma bela página, como o modelo das nossas atitudes, em qualquer situação.
No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta Terrestre.
Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados se preparavam para reencarnar, reuniu todos e planeou construir na Terra, sob o céu da Bahia no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual, com o objectivo de, redimindo os antigos cristãos, criar uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade, realmente cristã, nos dias actuais. Espíritos gravemente enfermos, não necessariamente vinculados aos seus orientadores encarnados, viriam na condições de órfãos, proporcionando oportunidade de burilamento, ao tempo em que, eles próprios, se iriam liberando das injunções cármicas mais dolorosas e avançando na direção de Jesus. Engenheiros capacitados foram convidados para traçarem os contornos gerais dos trabalhos e instruírem os pioneiros da futura Obra.
Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou entrar em contato com Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus planos e auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material.O "Pobrezinho de Deus" concordou com a Mentora e se prontificou a colaborar com a Obra, desde que "nessa Comunidade jamais fosse olvidado o amor aos infelizes do mundo, ou negada a Caridade aos "filhos do Calvário", nem se estabelecesse a presunção que é vérmina a destruir as melhores edificações do sentimento moral'.
Quase um século foi passado, quando os obreiros do Senhor iniciaram na Terra, em 1947, a materialização dos planos de Joanna, que inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados que espalhavam ozono especial pela psicosfera conturbada da região escolhida, onde seria construída a "Mansão do Caminho", nome dado à alusão à "Casa do Caminho" dos primeiros cristãos.
Nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferente, com instrução variada e experiências diversificadas para, aos poucos, e quando necessário, serem "chamados" para atender aos compromissos assumidos na espiritualidade. Nem todos, porém, residiriam na Comunidade, mas, de onde se encontrassem, enviariam a sua ajuda, estenderiam a mensagem evangélica, solidários e vigilantes, ligados ao trabalho comum.
A Instituição foi crescendo sempre comprometida a assistir os sofredores da Terra, os tombados nas provações, os que se encontram a um passo da loucura e do suicídio. Graças às actividades desenvolvidas, tanto no plano material como no plano espiritual, com a terapia de emergência a recém-desencarnados e atendimentos especiais, a "Mansão do Caminho" adquiriu uma vibração de espiritualidade que suplanta as humanas vibrações dos que ali residem e colaboram.

Texto extraído do livro A Veneranda Joanna de Ângelis,
de Celeste Carneiro e Divaldo Pereira Franco
(Linhas-base da palestra proferida pelo Marreiro em Março de 2008)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Orientação terapêutica à luz da psicologia espírita






Somos o que pensamos.
Tudo o que somos vem dos nossos pensamentos.
Com os nossos pensamenos fazemos o mundo.
Buda



O intuito da obra Orientação Terapêutica à Luz da Psicologia Espírita, organizada por Geraldo C. Sobrinho ePaulo R. Pedrosa, é difundir a orientação terapêutica transmitida, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, por Joanna de Ângelis na sua Série Psicológica, constituída por doze livros:

1) Jesus e a Actualidade
2) O Homem Integral
3) Plenitude
4) Momentos de Saúde
5) O Ser Consciente
6) Autodescobrimento
7) Desperte e Seja Feliz
8) Desafios e Soluções
9) Amor, imbatível Amor
10) O Despertar do Espírito
11) Jesus e o Evangelho
12) Triunfo Pessoal


A U T O -C U R A
• Observe-se o pensamento, o seu teor preferencial, a fim que irradie energias positivas, saudáveis.
• A atitude imediata é desejar-se a saúde com fervor não porque se queira libertar-se da doença, pura e simplesmente.
• O anseio por adquirir a saúde deve estar acompanhado de objectivos edificantes do interesse imediato pelos prazeres que deseje fruir.
• Esse desejo de saúde é firmado na crença e na certeza de que o “Pai não quer a destruição do pecador, mas sim a do pecado”.
• Ao concentrar-se nela, que se entregue de corpo e alma aos resultados que advirão, deixando-se impregnar pelo optimismo com irrestrita confiança em Deus, trabalhando mentalmente pela restauração das força combalidas em contínuo esforço a favor do bem-estar.


MANTER SINTONIA MENTAL COM A FONTE DO PODER
• Todo o amor procede de Deus, a Fonte do Poder. Como consequência, a sintonia mental do paciente com a causalidade torna-se imprescindível para a recuperação da saúde.
• A enfermidade é o resultado da desarmonia vibratória dos orgãos que compõem a maquinaria orgânica, permitindo a proliferação dos elementos destrutivos.
• Todo o trabalho de regularização deve partir da energia para o corpo, do espírito para a matéria.
• A oração é outro veículo por meio do qual se produz a sintonia mental com Deus. Relaxa as tensões e renova as forças enfraquecidas e abre as possibilidades de recuperação da saúde.
• A mudança de diretriz mental, a fixação de ideias saudáveis geram uma psicosfera harmoniosa que produz as condições propícias ao bem-estar.
• Mesmo diante da aparente demora de recuperação é justo que se processe a sintonia com Deus.
• Quando alguém se eleva a Deus, ergue com o seu gesto toda a humanidade. A sintonia com Ele, Fonte de Poder, é causa de FELICIDADE e factor de PAZ.

CUIDAR DO DESCANSO, DA DIETA, DA HIGIENE, MANTENDO ORDEM NAS ACTIVIDADES
• O descanso físico é de alta importância no programa da auto-cura. Todavia, o repouso mental, advindo da harmonia dos pensamentos, é factor vital e imprescindível para a instalação da saúde.
• Uma mente em repouso não significa em ociosidade: proporciona descanso das excitações, das emoções e sensações pertubadoras, geratrizes de doenças e sofrimentos. As leituras edificantes e optimistas, ricas de esperança, propiciam repouso mental e físico, predispondo o organismo à calma e à harmonia.
• O descanso está também associado a uma alimentação bem balanceada, na qual se evitam excessos de qualquer natureza, especialmente àqueles de assimilação difícil, muito ricos em calorias e de digestão demorada: alimentação para vida, respeitando os limites impostos pela enfermidade, ao invés de vida para a alimentação.
• A higiene tem um papel prepoderante na reconquista da saúde. Ela faculta mais ampla eliminação de toxinas, ao mesmo tempo que proporciona uma agradável sensação de leveza. A higiene física também impõe a de natureza mental.
• O leito de enfermidade é lugar para acuradas meditações, revisão dos actos e comportamentos e, ao mesmo tempo, estabelecimento de metas que a agitação do quotidiano noutra situação não permite, tornando-se o momento de buscar e descobrir a génese de alguns dos males ora desencadeados ora efeitos das acções impensadas que geraram os distúrbios agora sofridos.

CANALIZAÇÃO DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES PARA O AMOR, A COMPAIXÃO, A JUSTIÇA, A EQUANIMIDADE E A PAZ
• O amor que é o elo mágico que unirá todas as criaturas um dia. Deve ser cultivado na condição de experiência nova que o exercício converterá em hábito, um estado normal do espiríto.
• A sua força restaura a confiança nos homens e na vida, porquanto a sua presença produz estímulos, facultando que, periodicamente, o sangue receba renovação de cargas de adrenalina, produzindo revigoramento orgânico.
• No quadro das doenças que abalam os homens, encontramos instalados no perispírito várias matrizes de ódio, de ressentimentos, de azedume, em relação a outras pessoas.
• O amor propicia a compaixão que se gostaria de receber, caso a situação fosse oposta, diminuindo a intensidade do golpe recebido e anulando os efeitos danosos.
• Ela fala sobre a justiça inexorável de Deus que alcança a todos e propõe a bondade para com o opositor, concientizando-o, embora indirectamente, de que o mal é sempre pior para quem o pratica.


(Linhas-base da palestra proferida pelo Marreiro em Março de 2008)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vida depois da vida (de Raymond Moody)



Raymond Moody
• Dr. Raymond Moody licenciou-se em Filosofia na Universidade de Virgínia e em Psiquiatria e é Professor de Filosofia da Medicina e de Psiquiatria.
• Tendo-se dedicado ao estudo de experiências de pré-morte, escreveu este livro, com base no relato de 150 casos com quem contactou, dos quais apresentou os que lhe pareceram mais sugestivos e mais representativos.
• A sua família pertence à Igreja Presbiteriana e actualmente é membro da Igreja Metodista.


Tipos de experiências relatadas
1) Experiências de pessoas que foram ressuscitadas após terem sido consideradas, julgadas ou pronunciadas como clinicamente mortas por um médico;

2)Experiências de pessoas que, na sequência de acidentes, ferimentos graves ou doença, se aproximaram muito da morte física;

3) Experiências de pessoas que, ao morrerem, as contaram a outras que estavam presentes. Mais tarde, estas pessoas relataram o teor da experiência.


Características comuns dessas experiências
• Inexprimível – muitas das pessoas estudadas referem “não há palavras que possam exprimir o que estou a tentar dizer”;

• Ouvir a notícia – muitas pessoas referiram ter ouvido os médicos presentes declará-las mortas;

• Sensações de paz e tranquilidade – muitas pessoas falam de sentimentos e sensações extremamente agradáveis durante os primeiros estágios da sua morte.

• O ruído – Em muitos casos surgem estranhas sensações auditivas durante a aproximação da morte. Um homem que “morreu durante 20 minutos” no decurso de uma operação ao abdómen, fala de um ruído de besouro, extremamente desagradável que vinha de dentro da cabeça;

• O túnel negro – muitas vezes associada ao ruído, as pessoas têm a sensação de ser arrastadas muito rapidamente através de uma espécie de espaço negro (ou caverna, poço, calha, vala, funil, vácuo, cilindro, …)

• Para além do corpo – sente-se como um espectador ou uma terceira pessoa a ver o seu corpo;

• Sentem um outro corpo – corpo espiritual – invisível, sem peso e ninguém o ouve. O corpo espiritual também não tem consistência: os objectos físicos do meio parecem poder mover-se livremente através dele e a pessoa é incapaz de agarrar algo ou alguém com queira comunicar;

• Encontro com outros – bastantes pessoas contaram que a dada altura, quando estavam a morrer – nos estágios iniciais da experiência, ou, quando já tinham decorrido vários acontecimentos – notaram a presença de outros seres espirituais, que aparentemente se encontravam ali com a tarefa de lhes facilitar a travessia para a morte, ou para lhes dizer que a sua altura de morrer ainda não chegara e que tinham de voltar para os seus corpos físicos;

• Ser de luz – o elemento mais incrível nos relatos é o encontro com uma luz muito brilhante, geralmente muito fraca quando surge, tornando-se cada vez mais brilhante, até atingir um brilho extraordinário. Apesar da manifestação incomum desta luz, ninguém tem dúvidas de que se trata de um ser de luz. A identificação do ser varia de indivíduo para indivíduo, parecendo ser função do passado religioso, da educação e das crenças da pessoa. Assim, quase todos os cristãos por crença ou por educação identificaram a luz com Cristo. Um homem e uma mulher judeus identificaram a luz com um “anjo”. Um homem que não tinha qualquer crença ou educação religiosa antes da sua experiência, identificou apenas como um ser de luz;

• A retrospecção – visão panorâmica da sua vida com emoções e sentimentos, a vivo e a cores. Primeiro que tudo é extremamente rápida – as recordações, quando descritas em termos temporais, seguem-se rapidamente umas às outras, por ordem cronológica. Outros, nem sequer se lembram de qualquer ordem temporal. A lembrança foi instantânea. Houve outros que caracterizaram esta passagem como um esforço educacional do ser de luz, que acentua sobretudo duas coisas: aprender a amar os outros e adquirir conhecimento;

• A fronteira ou o limite – nalguns casos, as pessoas descreveram-me que, nos seus estados de antemorte, se aproximaram do que poderemos chamar de fronteira ou um limite, que tomou a forma de um lençol de água, uma substância cinzenta, uma porta, uma cerca ao longo de um prado ou apenas uma linha;

• Efeitos sobre as vidas – nenhuma destas pessoas achou conveniente convencer os outros das realidades que experimentou. Procederam exactamente ao contrário. Mas sentiram que as suas vidas ampliadas e aprofundadas pela experiência, e que por essa razão, se tinham tornado mais profundas e mais preocupadas com questões filosóficas fundamentais.


Explicação farmacológica
Há quem admita que as experiências de antemorte são causadas por drogas terapêuticas administradas ao doente. É geralmente aceite, que certas drogas provocam alterações mentais e perturbações alucinatórias. Algumas pessoas que tiveram este tipo de experiência por ingestão de uma droga (químico) apresenta diferenças fundamentais: a luz não é personificada e não é mencionada a sensação de paz e felicidade, nem vê o seu corpo como espectador. Além disso, por muitas destas pessoas não foi ingerido qualquer tipo de droga (ou químico).

Explicações fisiológicas
A fisiologia é o ramo da biologia que trata das funções de células, órgãos e conjuntos corpusculares dos seres vivos e das relações entre estas funções.
Uma explicação fisiológica para os fenómenos de antemorte que muitas vezes tem sido proposta é a seguinte: uma vez cortado o fornecimento de oxigénio ao cérebro durante a morte clínica, os fenómenos registados devem representar um último lampejo compensatório do cérebro moribundo.
O grande erro de tal hipótese é, porém, ignorar que muitas destas experiências de antemorte se terem verificado antes da situação fisiológica de morte clínica. Em alguns casos não houve sequer qualquer dano físico.

Explicações neurológicas
A neurologia é a especialidade médica que trata da causa, diagnóstico e tratamento das doenças do sistema nervoso, ou seja, o cérebro, a espinal medula e os nervos.
Têm sido propostas várias teorias por diferentes neurologistas e psiquiatras, mas continuam em debate, sem que nenhuma tenha tido grande aceitação. Assim, tentar explicar um fenómeno com outro é substituir uma dúvida por um enigma.

Explicações psicológicas
“Dirão alguns que as experiências de antemorte sejam apenas sonhos que preenchem um desejo, fantasias ou alucinações postas em jogo por diferentes factores – drogas, anoxia cerebral, isolamento, enfim, situações ilusórisas.
No entanto, vários factores pesam contra esta hipótese. Primeiro, há a considerar o grau de semelhança no conteúdo e no desenrolar das diferentes descrições, embora se afastem consideravelmente dos conceitos habituais da nossa cultura acerca da morte. Acresce que se assemelham de forma impressionante a textos esotéricos antigos, absolutamente desconhecidos dos meus entrevistados.
Em segundo lugar, permanece o facto de os indivíduos com quem falei não serem vítimas de psicoses. Impressionaram-me pelo seu equilíbrio emocional, sendo pessoas normais bem integradas na sociedade, com empregos de responsabilidade, que desempenham com competência, além de terem casamentos estáveis e encontrarem-se normalmente relacionadas com os seus familiares e amigos.
Quase nenhum dos meus inquiridos teve outra experiência invulgar em toda a sua vida, tratando-se ainda de pessoas capazes de distinguir entre o que acontece nos sonhos e o que sucede quando acordadas”.


Visão antecipada

Donde vem esta paz, esta doçura
Estes momentos breves de ternura
Que desfruto quando o sono me
visita?
De quem é esta mão que me acena
Que me dá a sensação plena
De entre amigos sinceros me encontrar?
Porquê este êxtase fugaz
Esta sensação de eterna paz
Que arrebata minha alma sonhadora?
Penso que é a visão antecipada
A sensação da alma livre, emancipada
Banhada em luz divina, redentora.


(Sofia Lago)


(Linhas-base da palestra proferida pela Ermelinda em Dezembro de 2007)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Espírito da Verdade

O Nome Verdade, utilizado pelo Espírito, esta vinculado a uma promessa feita por Jesus:

Se vós me amais, guardai meus mandamentos, e eu rogarei a meu Pai, e Ele vós enviará um outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco, o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele permanecerá convosco e estará em vós. E o Consolador, que é o Espírito Santo, que meu Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas, e vos fará relembrar tudo que eu vos disse. (João, 14:, 15-17 e 26)


ALLAN KARDEC



1 – NOME : Hippolyte Léon Denizard Rivail

2 – DATA E LOCAL DE NASCIMENTO: 03-10-1804 Bourg de l' Ain (Lyon, França)

3 – FILIAÇÃO: Jean Batiste Antoine Rivail/ Jeanne Louise Duhamel

4 – PRINCIPAL ESCOLA QUE ONDE ESTUDOU: Instituto Pestolazzi (Yverdon, Suiça)

5 – MOTIVO PELO QUAL ADOPTOU O PSEUDONIMO DE ALLAN KARDEC: Nome que tinha quando sacerdote druida em vida passada

6 – NOME DA ESPOSA: Amélie Gabrielle Boudet

7 – CONTEÚDO BÁSICO DAS PRINCIPAIS OBRAS NÃO-ESPÍRITAS QUE PUBLICOU: Educação, Química, Física, Astronomia e Anatomia Comparada

8 – LIVROS ESPIRITAS QUE ESCREVEU :
O Livro dos Espíritos (1 Abril 1857)
O Livro dos Médiuns (Janeiro 1858)
O Evanglho Segundo o Espiritismo (Abril, 1864)
O Céu e O Inferno (Agosto, 1865)
A Génese (Janeiro, 1868)
Os Milagres e as Predições (1868)

9 – MISSÃO: Codificação da Doutrina Espírita segundo o método racional indutivo e comprovação dos factos

10 – NOME DO MÉTODO ADOPTADO NA COMPROVAÇÃO DOS FENÓMENOS MEDIÚNICOS E NA CODIFICAÇÃO DO ESPIRITISMO: Método racional indutivo

11 –IDEIAS PRINCIPAIS DO MÉTODO:
Elaboração e sistematização dos fundamentos doutrinários a partir da conclusão ou aplicação dos factos
Divulgação da Doutrina Espírita
Fundação da Revista Espírita


• Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército que se movimenta ao receber a ordem de comando, espalham-se sobre toda a superfície da Terra. Semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos.
Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas em seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos. O Espírito de Verdade (in ESE)


(Linhas-base da palestra proferida pelo Marreiro a 6 de Outubro de 2007)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Florêncio Anton no Algarve

(em Março de 2008, na nossa Casa)

O conhecido psicopictógrafo brasileiro Florêncio Anton estará de novo no Algarve numa digressão organizada pelo Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo.

Florêncio Anton, em transe e de olhos fechados, pinta quadros a óleo, em 5 minutos (em média).
Segundo o psicopictógrafo, as pinturas resultam da acção de espíritos de pintores desencarnados que que o usam como intermediário.

As entradas são, já se sabe, livres e gratuitas.


Programa:

Dia 18 de Fevereiro - 21:00
Pintura Mediúnica na União da Cultura Espiritualista de Olhão
Rua Dra. Paula Nogueira nº 58. Olhão

Dia 19 de Fevereiro - 21:30
Pintura Mediúnica no Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo
Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira. Pechão

Dia 20 de Fevereiro - 21:30
Palestra na Associação Espírita da Quarteira "O Consolador"
Edifício S. Jorge, Cave. Quarteira

Dia 21 de Fevereiro - 16:00
Pintura mediúnica na Associação Espírita de Lagos
Rua Infante Sagres nº 50, 1º. Lagos

Dia 22 de Fevereiro - 09:30
Seminário: Auto- Conhecimento: Uma proposta para a felicidade
Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo
Casa do Sol, Caixa Postal 485 Z, Sítio da Queijeira. Pechão

Dia 24 de Fevereiro - 21:30
Pintura Mediúnica na Associação Cultural Espírita Helil
Urb. de Santo António do Alto, Lote 58, Loja B. Faro