terça-feira, 25 de março de 2014

Música, Palestra e Seminário - 20 anos do CEBV

Assinalamos a comemoração do 20º aniversário do CEBV com a realização das seguintes atividades:


PROGRAMA

29 março

[Entrada livre]

18h00-18h30: Momento musical (piano e violino)

18h30-18h45: Palestra Uma visão de futuro na perspetiva kardecista

                       

20h00: Convívio



30 março - Seminário A transformação social pelo Espiritismo 

[ Inscrição: 10,00€]

09h00: Receção

09h30-11h00: I.1. O Espiritismo enquanto Lei Natural; Organização político/social do Centro Espírita; Horizontes de renovação social.


11h00-11h30: Intervalo

11h30-13h00: I.2. Democracia vs. Aristocracia; Aristocracia: uma antiga forma de governação num futuro renovado e espiritual.

13h00-14h00: Almoço

14h30-16h00: I.3. Liberdade, Igualdade, Fraternidade: ideário de uma sociedade espiritualizada e eticamente superior. O papel do centro espírita como célula da sociedade espiritual do futuro.

16h00-16h30: Intervalo

16h30: Conclusões e  Encerramento




Esperamos por si!

O Perdão

[Em construção]

O Centro Espírita

[Em construção]

É permitido repreender os outros?

Os itens 19, 20 e 21 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo correspondem à respostas de São Luís a três questões sobre a nossa atitude perante as imperfeições alheias.
Podemos sempre aprender algo ao observar os erros cometidos por terceiros. Ser-nos-á, porém, lícito divulgá-lo? Se o erro causar prejuízo a outras pessoas, deveremos fazê-lo-lo, visando o bem comum e nunca pelo mero prazer de denegrir. Mas não só, pois sabemos que o verdadeiro amigo (e, por extensão, cristão) aponta os nossos erros para podermos melhorar. Já dizia Jesus, no Sermão da Montanha: "Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas" (Mateus, 7:12).
Bem sabemos que estamos longe da perfeição e que errar é uma condição intrínseca do ser humano... Assim, sabemos que o progresso depende desta nossa compreensão da existência dos erros.
Dizia Gandhi que "a lei de ouro do comportamento humano é a tolerância mútua".
Como, então, abordar caridosamente a pessoa que cremos errar, sem criar melindres ou um mal-estar pernicioso? Como promover uma mudança de atitude?
Podemos ter em conta os seguintes passos:
1- Dirigir-se diretamente à pessoa;
2- Referir-se ao comportamento e não à pessoas;
3 - Escolher a ocasião adequada;
4 - Controlar a emoção;
5 - Evitar criar desconforto excessivo no interlocutor;
6 - Apresentar primeiro um aspeto positivo e só depois falar do comportamento inadequado;
7 - Ser claro e sucinto;
8 - Evitar um estilo professoral e moralista;
9 - Dar oportunidade ao interlocutor para se justificar;
10 - Não permitir atitudes subservientes;
11 - Manter contacto visual sem ser intimidatório.

Experimentemos.

[Palestra por Humberto]

terça-feira, 4 de março de 2014

O Carnaval, por Emmanuel

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.



Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939
Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001.





segunda-feira, 3 de março de 2014

A nova casa do Boa Vontade

O Boa Vontade mudou-se para um novo espaço. Mais amplo e, por isso, com maior capacidade para receber mais pessoas. Com um estacionamento convidativo. Com muito boa energia.
Mantemos o horário das atividades e, assim, a primeira palestra de março realizou-se à hora certa, com a nossa querida Julieta Marques que nos veio falar da morte.
"Olhos que não choram não sabem ver", já diz o provérbio português. Jesus chorou. Maria chorou. Não chorará o mais comum dos mortais? Chorar faz parte da condição humana e é, por vezes, imprescindível para o equilíbrio psíquico e, até, físico de todos nós. O espírita é humano e, como tal, também chora. Pelos mais variados motivos. Pela morte de alguém querido também.
O choro do espírita é um choro de saudade e nunca de revolta ou imbuído de qualquer ideia de injustiça, porque o espírita compreende que cada um de nós nasce com a necessária quantidade de fluido vital, que a morte é apenas a passagem de um estado de matéria para uma matéria mais subtil e que nos devemos, efetivamente, preparar para esse momento para que não cheguemos ao plano espiritual como um estrangeiro que não preparou a sua viagem nem se informou sobre o seu destino.
Julieta Marques falou da importância do desapego, do engano que o suicídio é, do conhecimento da doutrina espírita como fonte de força para entender e suportar a dor que a morte nos causa.  Falou de Camilo Castelo Branco, leu um soneto de Florbela Espanca e  partilhou estas palavras sábias de Confúcio: "Aprende a viver bem e bem saberás morrer".
Julieta Marques lembrou Carolina Tendon, sublinhando que por muito jovens que sejamos podemos ser um verdadeiro exemplo de vida.


Aqui ficam algumas fotos do primeiro dia no novo espaço do CEBV gentilmente cedidas pela Nelinha Trigo: