terça-feira, 25 de março de 2014

É permitido repreender os outros?

Os itens 19, 20 e 21 do capítulo X do Evangelho Segundo o Espiritismo correspondem à respostas de São Luís a três questões sobre a nossa atitude perante as imperfeições alheias.
Podemos sempre aprender algo ao observar os erros cometidos por terceiros. Ser-nos-á, porém, lícito divulgá-lo? Se o erro causar prejuízo a outras pessoas, deveremos fazê-lo-lo, visando o bem comum e nunca pelo mero prazer de denegrir. Mas não só, pois sabemos que o verdadeiro amigo (e, por extensão, cristão) aponta os nossos erros para podermos melhorar. Já dizia Jesus, no Sermão da Montanha: "Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas" (Mateus, 7:12).
Bem sabemos que estamos longe da perfeição e que errar é uma condição intrínseca do ser humano... Assim, sabemos que o progresso depende desta nossa compreensão da existência dos erros.
Dizia Gandhi que "a lei de ouro do comportamento humano é a tolerância mútua".
Como, então, abordar caridosamente a pessoa que cremos errar, sem criar melindres ou um mal-estar pernicioso? Como promover uma mudança de atitude?
Podemos ter em conta os seguintes passos:
1- Dirigir-se diretamente à pessoa;
2- Referir-se ao comportamento e não à pessoas;
3 - Escolher a ocasião adequada;
4 - Controlar a emoção;
5 - Evitar criar desconforto excessivo no interlocutor;
6 - Apresentar primeiro um aspeto positivo e só depois falar do comportamento inadequado;
7 - Ser claro e sucinto;
8 - Evitar um estilo professoral e moralista;
9 - Dar oportunidade ao interlocutor para se justificar;
10 - Não permitir atitudes subservientes;
11 - Manter contacto visual sem ser intimidatório.

Experimentemos.

[Palestra por Humberto]

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