domingo, 18 de maio de 2008

Aviso

Queridos amigos, queridas amigas,
Reconheço que o blogue da nossa casa tem estado demasiado silencioso.
Nem sempre consigo vencer as minhas teimas com o tempo.
Um pouco de paciência... peço-vos.

Abraço fraterno, paz e luz,
Denise

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Arlindo Codinha na nossa Casa

Nos próximos dias 25 e 26 de Abril, Arlindo Codinha estará na nossa Casa para apresentar um Seminário e uma Palestra sobre a fluidoterapia, vulgo passe.

O passe espírita é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais que alteram o campo celular. Não é uma técnica. É um acto de amor. Não foi inventado pelo Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizava-o. Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra activamente, estabelece-se entre ambas uma corrente mental, cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o "activo" exerce influência sobre o "passivo". A esse fenómeno denominamos magnetização. Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito (corpo espiritual), age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados. Temos, portanto, que o passe é uma transfusão de energia do passista e/ou espírito para o paciente. No passe, a mente reanimada reergue a vida microscópica (celular). O passe tornou-se popular pela sua eficácia. O paciente assimila os recursos vitais, retendo-os na sua constituição psicossomática, através das várias funções do sangue. «Podemos dizer que o passe actua directamente sobre o corpo espiritual de três formas diferentes: como revitalizador, compondo as energias perdidas; dispersando fluidos negativos contraídos; auxiliando na cura das enfermidades, a partir do reequilíbrio do corpo espiritual.
José Lucas
Dias 25 e 26 de Abril
Seminário: O Passe na Casa Espírita - Fluidoterapia
Abordagem teórica e prática sobre o passe

PROGRAMA:
25 Abril
09.30 - Recepção
09.45 – 11.00 - I Módulo
Intervalo
11.15 – 12.30 - II Módulo
Almoço
14.00 – 15.30 - III Módulo
Intervalo
16.00 – 17.30 - IV Módulo

26 Abril
9.30 – 11. 00 - V Módulo
Intervalo
11.15 – 12.30 - VI Módulo
Almoço
14.00 – 15.30 - VII Módulo
Intervalo
16.00 – 17.30 - VII Módulo
17.30 - Encerramento


Dia 26 de Abril
Palestra: O passe e o paciente
18h30m

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Inscrições na nossa Casa:

Centro Espírita Boa Vontade
R. Luis A Antão 31- 4º Portimão

Contactos:
918390470
961488335
cebv@megamail.pt

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Divaldo Franco no Algarve

Palestra: Reencarnação
12 Abril - 17h00 - Lagoa (Nave da Fatacil)
Entrada Livre

Seminário: Constelação Familiar
13 Abril - 9h30-18h00 - Faro (Conservatório Regional do Algarve)
Sujeito a inscrição

Org. União Espírita do Algarve
Tel: 919405981





Sobre Divaldo Pereira Franco:

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Depressão - Seminário em Lagos

No próximo Domingo, dia 6 de Abril, a Associação Espírita de Lagos vai promover um Seminário subordinado ao tema A Depressão.

O programa é o seguinte:

15h-Abertura (Drª Luísa Arez)

15,10h-Depressão – perspectiva médica (Dr. David Estevens)

17h-Café

17,30h – Depressão – a visão do espírita (Dr. Hélder Sena)

19,30h-Encerramento

Inscrições na secretaria ou no auditório
Sócios – gratuito
Não sócios -5€

Presente e Esperança

Dá-se um presente a uma pessoa no dia do seu aniversário.
Presentes, também são dados no Natal; e na Páscoa; e no dia de S. Valentim, que é o Dia dos Namorados.
Também se dá um presente ao filho que passou de ano, na escola; e dá-se, ainda, presentes às noivas e aos noivos, dá-se presentes aos amigos, dá-se presentes para agradecer um favor e também há quem dê presentes para pedir um favor.
Isto é, pode dar-se um presente por vários motivos, quando calha ou quando interessa. E se não tivermos cuidado, a força da publicidade e as artes do comércio levam-nos a dar presentes a TORTO E A DIREITO.
Duma maneira geral, estes presentes assumem uma forma material, quero dizer – é um brinquedo para a criança, o ramo de flores para a namorada ou para a esposa, o livro ou a caneta de marca para o amigo, o serviço de jantar de 198 peças para os noivos, uma garrafa de bom whiskey para o chefe.
Há até, quem dê presentes em forma de esferográficas e aventais de plástico… quando os calendários da política acham conveniente.
Podemos admitir que tais presentes, às vezes, até fazem jeito mas (todos sabemos ou, pelo menos suspeitamos) que NEM SEMPRE tais presentes são acompanhados dos sentimentos de afecto familiar ou de amizade que deveriam.
Mas (sejamos justos) claro que há presentes materiais cheios de carinho, de amor, de amizade, de gratidão, dados com sinceridade e cheios do prazer de dar; mas, ao mesmo tempo que desejo que SEJAMOS JUSTOS convém, também, que NÃO SEJAMOS INGÉNUOS – alguns daqueles presentes transportam, disfarçadamente, uma carga negocial de interesses e de favores que, na Comunicação Social dos nossos dias e no Código Penal, tem já o nome oficial de “TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS,” que é “primo direito” da CORRUPÇÃO.
Entre estes dois tipos de presentes, aponto como mais válido e mais importante – e penso que concordarão comigo – o tipo de presente que, embora de menor valor material, é superior no seu valor sentimental: vale, para nós, muito mais aquele abraço fraterno, sentido e sincero que se dá ao amigo que não víamos há muito tempo; vale mais o afago e o beijo que se dá à criança que chora; vale mais a ternura com que falamos a um velhinho, mesmo que a sua lucidez já esteja fraquejando; vale mais o prato de sopa que se dá ao coitado do nosso irmão que tem fome.
Há presentes materiais que são aceitáveis porque são dados por razões de tradição e levam, certamente, amor e carinho; mas aqueles presentes de que vos falei agora são os que ficam mais próximo da CARIDADE, tanto no significado linguístico da palavra – Bondade, Benevolência, Generosidade, Compaixão – como no seu significado teológico e religioso – a VIRTUDE DE AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO.
Mas de todos os PRESENTES que referi e mais os que não referi porque não me lembrei, porque os não conheço, e também porque não é minha intenção deixar aqui uma lista exaustiva deles, há um PRESENTE que deve agradar-nos a todos, e dele devemos fazer o melhor uso possível, enquanto durar. Esse PRESENTE é, pura e simplesmente, o PRESENTE.
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Já imagino que alguns de vós estarão pensando “Pronto, o homem ficou maluco; pirou de vez….”
Acalmem-se; ainda não; estou simplesmente a brincar com a mesma palavra, nos seus diferentes significados – o PRESENTE ou oferta que se dá ou se recebe e o PRESENTE, que é a nossa presença; que é o “ESTAR AQUI”; que é afinal, o tempo que medeia entre o nosso nascimento e a nossa morte, numa palavra, a nossa ENCARNAÇÃO.
Pois bem! A ENCARNAÇÃO é, acima de tudo, um PRESENTE!
Um PRESENTE que nós é dado por DEUS; é um presente muito inteligente e muito oportuno – basta vir de quem vem; é um presente muito útil, porque dele podemos (se quisermos) tirar muitas vantagens; é um presente de fácil aplicação porque podemos, ainda por cima, recorrer a um autêntico manual de instruções magníficas que se chama EVANGELHO.
Espero não ter magoado, eventualmente, os vossos ouvidos, chamando ao Evangelho um Manual de instruções. Mas ele é isso mesmo, até no seu significado – Evangelho – significa BOA NOVA, BOA INFORMAÇÃO, BOM CONSELHO, BOA PALAVRA e tudo isso, nós lemos também nas instruções dos compêndios e manuais.
A grande diferença, porém, reside no facto de ele nos trazer instruções de carácter moral e espiritual, enquanto os Manuais nos trazem instruções de carácter técnico.
Mas, em ambos os casos, temos de as aprender e pôr em boa prática para se conseguir o êxito que se pretende.
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Se, para algumas religiões ou doutrinas, após a morte do corpo físico de, por exemplo, um sujeito que foi mau como as cobras, mau carácter, egoista, o seu espírito vai para o inferno e, pronto, lá fica a assar até à eternidade (o que parece ser um desperdício de espírito e de tempo) outras religiões ou filosofias, entre as quais nos achámos e estamos, aceitam e sabem que, áquele mesmo espírito é dada a OPORTUNIDADE, em vidas ou encarnações posteriores, de se corrigir, de se expurgar, de se aperfeiçoar.
É a essa OPORTUNIDADE que, sábia, bondosa e periodicamente Deus nos dá, que eu chamo PRESENTE.
Então, o que há a fazer com esse Presente/Oferta, que é o nosso Presente/Tempo?
Procurando, aqui, resposta a esta pergunta, confesso que me sinto embaraçado, terrivelmente embaraçado.
Porque, de tão simples que é, torna-se imensamente difícil de dizer. Por isso, limitar-me-ei a repetir o mais vasto e abrangente ensinamento e, ao mesmo tempo, a frase mais curta da doutrina que vem de Moisés até ao Espiritismo, passando – obvia e principalmente – por Jesus Cristo. Essa frase, tão sintética, tão resumida é “AMAI-VOS E INSTRUI-VOS.” Tantas vezes já ouvida neste Centro, é este o formidável resumo do “livro de instruções” morais deste Presente/Oferta.
E como desempenhar tais instruções? Como pô-las em prática?
Aqui, com mais facilidade, eu arrisco a resposta:- Conheça-se, cada um, a si próprio, o que tem de melhor e o que tem de pior, e tente perceber o bom-senso das suas atitudes e gestos no seu tempo/presente; não podendo recorrer à memória das suas encarnações anteriores, tente projectar essas atitudes e gestos no futuro, no próprio futuro da vossa satisfação, avaliando as suas consequências; simplesmente faça aos outros o que gostaria que lhe fizessem a si; todos (ou quase todos) sabemos a diferença entre “fazer o bem” e “fazer o mal”; e só com isto, já estamos “amando o próximo como a nós mesmos.”
E procurando mais “instruções” no Evangelho, vamos descobrindo como nos instruirmos mais ainda e, mais instruídos, mais capazes ficamos de fazer melhor, sempre a caminho da tal perfeição e da salvação que buscamos como alvo final da nossa caminhada espiritual.
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Mas, atenção, INSTRUIRMO-NOS – neste contexto – NÂO É aprender todos os segredos de uma actividade profissional, não é aprender a dominar todos os segredos das modernas tecnologias, não é conhecer as línguas todas, nem saber de cor todos os livros; nem tão pouco significa sermos portadores de UMA VASTA CULTURA.
Claro que isso ajuda! Ajuda, principalmente, quando, em cada pequeno aumento do conhecimento, se pode relacionar a nova noção adquirida com as nossas obrigações sociais, caritárias, espirituais.
INSTRUIRMO-NOS é essencialmente, abrir cada vez mais a nossa mente e o nosso coração a novos horizontes, a novos desafios do nosso entendimento e da nossa sensibilidade, dáquem e dálem túmulo.
Repito, por me parecer importante, o que atrás referi – É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO que aprendamos a conhecer-nos, o que somos e como somos, e o que podemos e devemos fazer – pelos outros e, por ricochete, por nós próprios, espiritualmente.
Vem, a propósito, citar aqui um livrinho que estou lendo e que, no fim de contas, fala disto – chama-se “O Monge que vendeu o seu Ferrari”. É de um escritor indiano, Robin Sharma. Conta, admiravelmente e com simplicidade, a história de um advogado de sucesso, ambicioso, e obcecado com o dinheiro e a fama que, por excesso de trabalho e stress sofre um enfarte. O susto foi tal que ele começou a repensar a sua vida e acabou por querer viver entre monges no Tibete, onde descobriu que, na simplicidade, a vida é muito mais feliz, mais pacífica, mais profícua e ajuda-nos na caminhada do nosso espírito.
Lêam-no - é muito interessante e actual.
Pensemos, porém, que não é preciso apanharmos sustos como o que este advogado apanhou – há sustos mais pequeninos, e, mesmo sem serem sustos, há sinais que, se estivermos atentos, nos ajudam a perceber as mensagens, as chamadas.
Não basta, claro, estarmos só atentos, temos que fazer acompanhar a atenção, de força de vontade, coragem e esperança.
A ATENÇÃO SERVIRÁ PARA “APANHARMOS” OS SINAIS QUE, lá de cima, NOS CHEGAM. São sinais que não trazem marcas nem avisos especiais; muito menos vêm com data ou hora marcada. Por serem SINAIS, cabe a nós, a cada um de nós, interpretá-los e decifrá-los.
E, depois disso, cabe-nos tomar decisões que têm um ónus, um preço. Ou tentamos compreendê-los (o que implica estudo) e decidimos de forma acertada ou, pelo contrário, ignoramos os sinais e continuamos a fazer de conta que estamos distraidos, o que equivale a, cómoda e estupidamente, a ficarmos na mesma.
E a FORÇA DE VONTADE? Para, pela positiva, ligarmos esses sinais áquele desejo de os compreender e, uma vez compreendidos, agir de acordo com a nossa consciência, com energia e perseverança;
E a CORAGEM? A coragem, porque muitas vezes aqueles sinais e a sua compreensão implicam uma quase revolução nos nossos hábitos, nos nossos pensamentos e nas nossas convicções.
Sem CORAGEM, a gente deixa-se abater e a desistência vence; desistir é fraqueza e não interessa.
Junte-se, agora – e sempre – a ESPERANÇA; não aquela “Esperança” do tipo “fia-te na Virgem e não corras” ou “com um bocadinho de sorte, isto vai”. Também, o que é a SORTE? A sorte é, no dizer do actual Dalai Lama (se não estou em erro) a ligação da nossa preparação (espiritual, física, mental) à oportunidade que - e quando se nos depara.
A ESPERANÇA de que vos falo é a esperança que exprime a confiança em conseguir-se aquilo que, por bem, se deseja, a esperança em encontrar o caminho certo que se busca para o nosso progresso espiritual.
É o acreditar que somos capazes PORQUE o queremos ser.
Quando Kardec pergunta aos Espíritos Superiores: “No momento da morte, qual é o sentimento que domina a maioria dos homens? A dúvida, o medo ou a esperança?” A resposta foi (e podemos lê-la no Livro dos Espíritos – perg. 961) “A dúvida para os cépticos endurecidos, o medo para os culpados, a esperança para os homens de bem”.
Então não vamos todos querer ser homens (e mulheres!) de bem?
Pois claro que vamos TODOS querer ser gente de bem!!!
E, para tal, sem que fiquemos à espera que as bênçãos para o nosso progresso nos envolvam por “artes mágicas”, façamos como Joana de Angelis nos aconselha:
“Sorrir perante os obstáculos que te impedem o avanço. Esses obstáculos expressam o valor da tua resistência que os vence lentamente, á medida que vais trabalhando em triunfo”.
“Medita em todas as coisas que causam preocupação e dano e retira da dificuldade a melhor parte, como abençoado adubo para o solo das tuas experiências cristãs.”
“Guarda na alma a alegria inefável que se expressará num amanhã ridente e belo que te espera, após o triunfo sobre as vicissitudes.”
“Afugenta a nostalgia, espanca a tristeza, surra a melancolia com as mãos activas do trabalho edificante.”
“E, disposto a não incidir ou cair no capítulo negativo (que deve ficar esquecido) reúne as forças e avança resoluto, em busca do lugar da serenidade que te aguarda, vitorioso, na caminhada do dever.”
Há mais conselhos deste tipo nas obras de Joana de Angelis, psicografadas por Divaldo Franco.
Ajudam-nos muito no encontro com a ESPERANÇA, tema desta palestra.
Poderemos perguntar:- E há razões para termos Esperança, nomeadamente no que se refere ao nosso planeta – a Terra – e à nossa passagem por ela?
A resposta só poderá ser afirmativa; basta-nos fazer uma retrospectiva ao percurso da humanidade; constata-se como, ao longo dos tempos e da história, a compreensão do bem, da bondade e da justiça, da solidariedade e do amor tem vindo a evoluir; veja-se como as sociedades se foram organizando, de tal forma que, actualmente, males como a escravatura, a pena de morte, o racismo, o preconceito, a violência – embora ainda não completamente expurgados – estão banidos nas próprias leis dos estados, ao mesmo tempo que os organismos internacionais vêm aprovando as Cartas dos Direitos do Homem, da Mulher, da Criança, dos Animais, do Ambiente.
Até em coisas mais pequeninas, mas de igual importância e significado, como são, por exemplo, a emancipação da mulher, a abolição de diferenças entre homem e mulher na atribuição de um emprego, a igual responsabilidade de pai e mãe perante os filhos, a divisão de tarefas domésticas num casal, se notam já na actualidade. Claro que há quem “pise o risco”, mas os primeiros passos estão dados; claro que, também, de vez em quando, se tem conhecimento de recuos, nalguns pontos do planeta. Mas também é verdade que o progresso – qualquer que seja o seu tipo – é feito de avanços e recuos. Reparem que, antes de um salto, os atletas dão um passo atrás – serve para ganhar balanço; só depois é que avança para o salto ( e às vezes bate records…) Perante isto, acho pois que é de ter Esperança que, nos próximos tempos – sem porém saber quando, com a participação de todos e um bom entendimento do que a nossa Doutrina preconiza, a perfeição que buscamos e divulgamos envolva todos os Espíritos – neste Planeta e no Universo.
E, porque há razões para ter ESPERANÇA. Há razões, também, para contarmos com a presença da Alegria.
Vou ler-vos a propósito, e para terminar, um texto que saiu há dias numa publicação da Associação Espírita de Lagos e que um querido amigo teve a bondade de me enviar (e que não precisa mais explicações).
“Outro dia um amigo confidenciou-me que estava muito preocupado com a ausência de sorrisos e calor humano no interior das instituições espíritas. E que se a nossa Doutrina é optimista, trazendo nova luz para a vida por que é que há tanta gente carrancuda dentro das instituições? Não pude deixar de concordar com ele.
“De facto, tenho percebido que muitas instituições, através de seus dirigentes e trabalhadores, à guisa de manter a seriedade doutrinária comprometem o seu bom humor, a simpatia, o calor humano, como se o mundo se resumisse à suas carrancas, ao sofrimento e ao pessimismo. Não podemos esquecer que normalmente quem procura o centro espírita está com dificuldades, está desanimado, está sofrendo.
“Se mantemos uma postura sisuda, com humor fechado, e sem a luz de um sorriso, devemos saber que temos a chance de estarmos contribuindo para influenciar negativamente aqueles que nos procuram, piorando a sua situação.
“Talvez por um atavismo judaico-cristão associado à ideia equivocada de que o sofrimento é enobrecedor e é sinal de evolução (o que está errado, evidentemente) é que esses irmãos e irmãs que preferem a carranca ao sorriso, estejam agindo assim.
“Que jamais faltem sorrisos nos centros espíritas, pois nada mais animador do que ser recebido com um sorriso e com calor humano. Pois nós não somos maquinas. Somos seres humanos, seres espirituais, tendo o compromisso de transformar o mundo para melhor.
“Para quê sombras no nosso rosto?
“Não podemos esquecer que o abismo atrai o abismo e que sorrir sempre é a garantia de espalhar a paz e a alegria a contagiar aqueles que estão ao nosso redor, onde quer que seja. E a casa espírita detém um papel de fundamental importância como irradiadora da luz, sendo a nossa postura a lâmpada a propagar essa boa energia.
“Se fechamos o nosso rosto, estaremos impedindo a fluxo dessa luz. Pois uma “cara” fechada não é sinal de evolução.

EM RESUMO – encha-se o nosso PRESENTE de ESPERANÇA e com a nossa ATENÇÃO e FORÇA DE VONTADE, a nossa CORAGEM e a presença da nossa ALEGRIA, sejamos melhores pessoas, melhores espíritos e façamos, todos unidos, UM MUNDO MELHOR.
(Linhas-base da palestra proferida pelo Reis a 26 de Janeiro de 2008)

domingo, 23 de março de 2008

A escalada do Ser

Ouvi-me, vós todos os que seguis a justiça, e buscai o Senhor; considerai a rocha donde fostes criados e o manancial donde saístes.
ISAÍAS cap LI, V 1º

(...) Deus pode fazer destas pedras filhos de Abraão.
MATEUS cap. VII, V 24


OS TRÊS REINOS E O SEU CRIADOR

Reino Mineral
Pedra » Alicerce
Rocha » Essência espiritual

Reino Vegetal
Planta » Sensibilidade

Reino Animal
»»»»»»»» Inteligência Rudimentar
Animal »» Perispírito em formação
»»»»»»»»Início da Vontade

Reino Hominal
»»»»»»»»» Perispírito
»» »»»»»»»Conciência
Homem »» Começo da Razão
»»»»»»»»» Inteligência
»»»»»»»»» Livre-arbítrio

Vida Eterna
Fim dos Sofrimentos
Vida Plena

O Espírito em formação “Essência espiritual” necessita de uma matéria mais condensada para se desenvolver, pois no mundo espiritual a matéria é mais etérea.
Todos os mundos habitados têm o mundo físico e espiritual.


LIVRO DOS ESPÍRITOS, CAP XI, QUESTÕES 585 - 613
Reino Mineral
Possui em si apenas a força mecânica.
Dos laboratórios do mundo espiritual partem as essências espirituais (espírito em formação) para se materializarem no mineral.
As essências espirituais são uma chama diminuta , mas muita resguardada por Deus.
A essência espiritual encontra-se nas pedreiras, que pode ter várias essências. Umas “morrem” antes do tempo, mas outras prosseguem a caminhada.
Morto o mineral, a essência é transportada para vários pontos que existem no Universo.
No Reino Mineral, a essência espiritual é assistida por Espíritos capacitados e atentos que dela cuidam.
A pedra que se separou da pedreira é apenas pedra “morta”. Porém, quando a essência espiritual é retirada, é levada aos laboratórios do mundo espiritual.
Cada essência espiritual tem o tempo certo de ficar no seu reino.
Se a pedra for lascada antes do tempo de aquela essência permanecer no reino mineral, ela passa para outra em formação. O mesmo ocorre com as plantas.
Tudo obedece ao mundo harmonioso de Deus.
A essência espiritual que dorme no mineral ganhará no amanhã a sensação quando se materializar no reino vegetal.

Reino Vegetal
586. Têm as plantas consciências de que existem?
“Não, pois que não pensam; só têm vida orgânica.”
587. Experimentam sensações? Sofrem quando as mutilam?
“Recebem impressões físicas que actuam sobre a matéria, mas não têm percepções. Por conseguinte, não têm a sensação da dor.”
588. Independe da vontade delas a força que as atrai umas para as outras?
“Certo, porquanto não pensam. É uma força mecânica da matéria, que actua sobre a matéria, sem que elas possam a isso se opor.”

No reino vegetal as plantas não tem consciência da sua existência, não pensam, pois não têm vida inteligente. Só vida orgânica.
Elas perecem mas não sentem a dor.
As plantas não desencarnam e desmaterializam e as essências espirituais estão em crescimento e constante progresso em vários locais apropriados. Vão para incubadora, onde vão ser tratadas por Espíritos capacitados. E depois não mais se materializam em outro vegetal.
A planta possui um envoltório como uma luz, porém não é perispírito. Só podemos chamar de perispírito quando este envoltório do Espírito atinge a forma humana.
O caminho da evolução que as essências percorrem não conta para a evolução delas.
Importa sim qual o caminho do Espírito quando ele atingiu a maioridade – Reino humano.
Ex: Num relvado encontram-se várias essências; elas não estão em cada muda de grama. Existe a essência mãe, e delas enraízam-se as outras. Se não pegamos a mãe, não existe essência, portanto a muda não germina. Em algumas touceiras estão a essências e os complementos. Por isso existem galhos e sementes dos frutos que germinam. E as que não levam a essência não germinam.
Quando desejamos uma muda de planta, os jardineiros do plano espiritual só deixam a essência ser transportada se sentirem que temos capacidade de cuidar da planta. É por isso que dizemos que existem pessoas de mãos boas, que tudo o que plantam germina, e alguns que podem plantar um jardim inteiro e nada germinará.

Reino Animal
597. Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de acção, haverá neles algum princípio independente da matéria?
“Há e sobrevive ao corpo.”
O animal, após o desencarne, também possui a sua individualidade, só que não detém a consciência de si mesmo.
O animal por não ter consciência e livre-arbítrio, não passa pelo processo expiatório, pois, ignora a existência de Deus.
a) - Será esse princípio uma alma semelhante à do homem?
“É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus.”
Os animais têm perispírito em formação. Tem uma sombra sem brilho.
Como não têm livre-arbítrio não podem escolher em que espécie vai encarnar.
Os animais desencarnam no plano físico e passam rapidamente pelo mundo espiritual e são levados para os laboratórios científicos onde serão preparados para a ascensão do seu principio inteligente.
603. Nos mundos superiores, os animais conhecem a Deus?
“Não. Para eles o homem é um deus, como outrora os Espíritos eram deuses para o homem.”
604 a)- A inteligência é então uma propriedade comum, um ponto de contacto entre a alma dos animais e a do homem?
“É. Porém, os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a inteligência proporciona a vida moral.”
Enquanto a humanidade desconhecer a escalada do Espírito, faltará amor na Terra.

Reino hominal
»»»»»»»»»» Perispírito
»»»»»»»»»» Consciência
Homem »»» Começo da Razão
»»»»»»»»»» Inteligência
»»»»»»»»»» Livre-arbítrio

Só forma o perispírito no homem onde existem os centros de força, onde estão alojados os laços "que são expansão do perispírito" que prendem o corpo físico ao espírito.
Os laços são elementos da matéria que nos acompanha desde o mineral, que ao sair do reino animal e adentrar no reino hominal se encaixam no perispírito do homem, dos quais ele se livra somente quando dele não mais precisa. À medida que o homem se depura, esses laços vão se desmaterializando e ficando cada vez mais etéreos, fundindo-se ao perispírito, pois, não precisa mais reencarnar.
O ser atinge a perfeição.
Para melhor facilitar o entendimento, vamos comparar ao crescimento do ser humano.
A essência espiritual, quando no mineral, corresponde à célula ovo que está no ventre da nossa mãe Natureza.
Como vegetal, é um bebé.
No reino animal, torna-se criança, é o princípio inteligente, mas sem responsabilidade e ainda tacteando os caminhos da vida.
No mundo Hominal é a responsabilidade, o saber, o crescimento moral e intelectual, enfim o livre-arbítrio.

Por isso eu posso ter 100.000 mil anos e você 60.00 mil anos.
Deus criou o espírito simples e ignorante para que lutasse para progredir. Porém, o Pai continua cuidando com desvelo e amor.
Temos de lutar para transformar corações de pedra em corações de carne, pois ainda não conhecemos o amor universal, onde todos se respeitam como irmãos que somos.
Temos de ser bons por sermos bons e não por julgar que os outros nos acham bondosos.
Todos os dias Cristo bate à nossa porta. Porém, é preciso Renunciar. Quem não deseja escutá-lo, não deseja evoluir.
Por julgarmos imperfeitos nada fazemos para melhorar nossa condição de espírito em evolução.
A verdadeira santidade é trabalhada no dia-a-dia, no trato com o semelhante. Ser bom, caritativo, laborioso, modesto são qualidades do homem virtuoso.
A caridade começa em casa.
O sucesso nasce da grande vontade de aprender.
Os fracos reclamam, choram e fogem, deixando para atrás as tarefas inacabadas.
Os fortes são todos aqueles que sempre lutam pelas vitórias do seu Espírito.

(Linhas-base da palestra proferida pelo Beni a 19 de Janeiro de 2008)

Visão Espírita da Páscoa

O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.
Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.
O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.
Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.
Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.

Amílcar Del Chiaro Filho. Jornal Espírita, nº 292. Março 2008
Nota: este artigo foi publicado na íntegra pela Revista Católica MISSÕES - da Ordem Consolata

Pintura Mediúnica - as fotos

Florêncio Anton na nossa Casa.
30 Janeiro 2008.


















segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Pintura Mediúnica

Um pouco em cima da hora, bem sei...

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Florêncio Anton está em Portugal e na próxima quarta-feira, dia 30, pelas 21h00m, estará na nossa Casa. Visite-nos. Será muito bem-vind@!

Entrada livre, como sempre.

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A pintura mediúnica ou pintura dos Espíritos não é algo novo no cenário espírita e espiritualista. O Mestre Lionês, Allan Kardec, em “ O Livro dos Médiuns” define os portadores desta faculdade como sendo aqueles que desenham e ou pintam sob influência dos Espíritos, ressalvando que só pode ser chamado de médium pintor os que obtêm produções sérias. A própria faculdade mediúnica foi evoluindo de acordo com o desenvolvimento das capacidades psíquicas, afetivas, sociais e históricas do homem, o que faz crer que muitos dos artistas que hoje conhecemos através dos livros, muito possivelmente foram grandes receptores do pensamento dos imortais. Contudo, é no século XIX, momento extremamente propício ao avanço da ciência, à quebra de paradigmas, que vemos surgir de forma espantosa, os mais variados fenômenos espíritas através de mediuns das mais diversas nacionalidades. Assim, é que no campo das artes, precisamente na pintura e no desenho, encontramos os trabalhos de Victorien Sardou, Augustin Lesage, Elisabeth D'Esperance... esta última, notável médium de efeitos físicos, cujas faculdades serviram ao estudo do eminente cientista de tradições russas Alexandre Aksakof, permitiu aos Espíritos produzirem quadros em completa obscuridade, valendo salientar que na maioria das vezes os quadros eram retratos de pessoas falecidas e que eram afins aos presentes às sessões. No Brasil, notáveis foram os médiuns que se destacaram e ainda se destacam nesse campo. Desde a década de 40 com as produções fenomênicas de Carmine Mirabelli, alcançando a responsabilidade e dedicação de Dinorah de Simas Enéas até o surgimento de Luís Antônio Gasparetto que se tornou um marco neste trabalho. Hoje, contamos com experiências interessantes nesse aspecto. Muitos são os médiuns que, vencendo as dificuldades de ordens íntima e externa estão levando não só aos rincões brasileiros mas ao mundo, as mensagens da imortalidade da alma e comunicabilidade dos Espíritos. Florêncio Anton é um jovem nascido aos 18 de Novembro de 1973. Pedagogo, terapeuta em regressão de memória, estudante de Psicanálise e atualmente acadêmico em Psicologia. Desde tenra idade estabelece contato com os Espíritos. Começou a pintar mediunicamente no dia 21 de dezembro de 1990 em casa de Manoel Messias Canuto Oliveira, espírita, engenheiro e pesquisador dos fenômenos paranormais. Daqueles dias até hoje, conta-se uma produção de mais de 19.000 telas assinadas por um grupo de aproximadamente 79 pintores desencarnados. Já fez, sob autorização e atuação dos imortais, demonstrações públicas em vários estados brasileiros, levando também esta mensagem para a Itália, Suíça, Espanha, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Portugal,onde teve a oportunidade, neste último, de ser convidado por homens de ciência e especialistas em artes que após o trabalho afirmaram que “está humanamente impossível desenvolver de olhos abertos o que este senhor (Florêncio) fizera com olhos fechados.” Fundou no ano de 1999, com os recursos hauridos das vendas das telas, o Grupo Espírita Scheilla e nos dias atuais constrói juntamente com Sidnei Rocha seu fiel companheiro de lides espíritas um complexo composto de quatro edifícios: Grupo Espírita Scheilla (já construído), Bloco Dona Lucía Duro (já construído), Bloco Dr. Ivon Costa e Lar Vera Lúcia que oferecem além de atividades no âmbito da divulgação Espírita, atividades de assistência social aos menos favorecidos da comunidade de Mussurunga, bairro popular de Salvador onde se situa.

(Texto copiado do site Pintura Mediúnica)

Florêncio Anton em Entrevista

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Prece pelos suicidas

Na nossa casa realiza-se, semanalmente, a Reunião e Prece pelos Suicidas.
Oramos pelos irmãos desencarnados que se suicidaram e, também, pelos suicidas potenciais ainda encarnados.
Se conhece ou conheceu pessoas atingidas por tamanho flagelo, contacte-nos para que incluamos os seus nomes nas nossas preces.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Mãos à obra

Auto-Encontro

Era uma vez uma menina que morava num belo chalé de madeira, ajardinado, perto de uma floresta. Ela gostava de olhar as plantas e árvores da mata e queria cuidar delas para que, um dia, a floresta se transformasse num jardim organizado, como ela sempre sonhara.
A mata possuía uma Figueira, uma alfarrobeira e uma amendoeira. A menina tirava as pragas da figueira, arrancava a trepadeira que insistia em subir pela alfarrobeira e retirava todas as ervas daninhas que brotavam no chão junto da amendoeira. Sentia-se na obrigação de fazer esse trabalho todos os dias, pois não sossegaria enquanto a mata não estivesse completamente organizada. Queria fazer o bem para a floresta, mas, no fundo, queria a perfeição na sua obra.
Quando a menina chegara àquela região, o antigo dono das terras, um mago muito sério e respeitado, dissera-lhe que deveria ser boa para ser feliz. Logo de seguida o mago foi-se, desaparecendo no meio da floresta. Entendeu a menina que ser boa era cuidar de tudo e não deixar faltar nada a ninguém.
Curiosamente, a menina tinha ouvidos mágicos, que escutavam a linguagem das plantas. Ouvia reclamações da Figueira que gritava: “Ai! Há muitas moscas nas minhas folhas!” E lá ia a menina eliminá-las . Ouvia a alfarrobeira dizer: “Ora, mas que abuso! Esta trepadeira não se cansa de subir em mim, vai acabar por me sufocar, vou acabar por morrer”. E lá ia a menina dar um jeito. Quando ia descansar, ouvia a amendoeira gritar: “Socorro! Olha quantas ervas daninhas estão a nascer ao meu redor. Elas vão roubar os nutrientes da minha terra, e ai de mim!” Imediatamente a menina saía a mondar o terreno, resolver mais aquele problema.
O tempo ia passando e nunca mais a mata virava jardim (é que a "perfeição" não acontecia, porque a "perfeição" não era para acontecer mesmo). E também nunca as árvores paravam de se queixar e de chamar a menina, que já estava a sentir-se enfraquecida. Sempre havia uma sensação de frustração, pois parecia uma tarefa interminável, e um cansaço grande tomava conta dela. Sobretudo quando as árvores discutiam entre si. A figueira irritava-se com as raízes da alfarrobeira; esta não aceitava a aparência dos galhos da amendoeira cujas flores incomodava a ambas. Os desentendimentos eram tão frequentes, que a menina já não os conseguia controlar e assistia às árvores arrancando as folhas umas das outras.

Um dia a menina percebeu que precisava de ajuda.
Havia uma comunidade de gnomos com cinco sábios, que acompanhavam a menina de longe, mas que a amavam muito e queriam o seu bem.
Quando a menina chegou à comunidade para lhes contar os problemas que vivia, os cinco gnomos já aguaravam a sua chegada. A menina olhou-os espantada, pois os seus olhos mostravam um grande brilho, e ela sentiu que eles tinham respostas importantes para ela.
Sentou-se à frente dos gnomos. O mais velho começou a falar:
- Menina, nós observamos a tua vida e queremos encontrar novos caminhos contigo.
- Que bom! Mas antes deixe-me explicar que preciso cuidar da mata, das árvores. É meu dever fazer tudo ficar perfeito – disse a menina - Quero também falar sobre a minha dor, pois as árvores não me deixam em paz. Não posso descansar, pois elas estão sempre a me chamar… e também maltratam-me .
- Nós já sabemos o que fazes. Sabemos do teupassado e do teu presente. Sabemos da tua dor, e ela é grande; e queremos mostrar-te caminhos para o futuro. Isso é o que nos importa.
A menina então silenciou. Era necessário silenciar e abrir-se para receber as respostas.
Os cinco gnomos sábios apresentaram-lhe, então, cada um de sua vez, um caminho:

1º Caminho: Buscar a liberdade para si.
A liberdade é um bem precioso. Podes aprender com a Natureza. O rio não se prende a regras. Se as chuvas forem muito fortes, ele transborda, sai do leito, muda o curso, alaga regiões ribeirinhas. Se a estação for seca, ele torna-se num riacho. Ele muda, mostrando que é livre e flexível. Busca para ti essa mesma leveza, essa liberdade de às vezes ser diferente, liberdade de mudar e surpreender os outros. O rio nem sempre é "bonzinho" e, por isso mesmo, ele é tão forte e respeitado.

2º Caminho: Buscar a liberdade para o outro.
Ainda aprendendo com a natureza, tudo acontece ao seu ritmo e a seu tempo.
Um homem cheio de boas intenções resolveu ajudar uma linda planta a florir mais rápido. Achava que se ficasse a seu lado ela iria alimentar-se de amor. Ele aproximava-se, sentava-se ao lado da planta e conversava com ela. Às vezes até cantava para ela. Passava horas e horas do dia ali, querendo ajudar sua planta a produzir as mais belas flores. Mas, ao contrário dos seus desejos, as folhas foram ficando mirradas e murchas e nenhuma flor despontava. Foi então que o homem percebeu que, por ficar tanto tempo ao lado da planta, estava a impedir que o sol a banhasse. Estava a fazer sombra para cima dela. Foi fundamental descobrir que era preciso deixá-la mais tempo sozinha. E só assim ela conseguiu florescer.
Portanto, liberta as árvores. Abdicar do poder sobre o outro é saber desapegar-se e permitir que ele encontre a luz sozinho também. Quando libertamos o outro, deixamos que também aprenda com seus próprios erros; permitimos que seu fluxo de crescimento aconteça.

3º - Caminho: Buscar o perdão para si.
Perdoar a si mesmo é ser auto-indulgente, abrindo espaço para uma vida mais feliz, dizendo com convicção: “Estou a cescer, quero aprender a mudar, mas não me obrigo a atingir a perfeição”. Os erros do passado ficaram lá atrás, numa curva do tempo. A natureza ensina-nos que não vale a pena uma árvore chorar eternamente o fruto que deixou cair antes do tempo. Se assim ela fizer, não poderá olhar a beleza daqueles outros que já estão a amadurecer.

4º - Caminho: Buscar o perdão para o outro.
Perdoar não é esquecer. Mas é recordar de outra maneira. Às vezes erigimos altares às mágoas e ao rancor. O mal só nos alcança quando assim permitimos. Não é o outro que nos fere, somos nós que nos ferimos com algo que o outro fez. As mãos com feridas não devem tocar veneno. Se alguém com a mão ferida tocar no veneno e ele entrar na corrente sanguínea, não podemos responsabilizar o veneno. O problema era a mão que tinha ferida aberta. Aquilo que alguém fez, deixemos no passado, que é o seu lugar, sabendo que sonos atingiu porque, de alguma forma, abrimos espaço para tanto.

5.º - Caminho
Este quinto caminho não é algo para ser compreendido através de palavras. É algo para ser percebido com a alma.

E, dizendo isso, o velho gnomo retirou um grande cristal mágico de uma cesta. E com a bela e reluzente pedra nas mãos prosseguiu:
-Observa esta pedra. Ela não é o céu, mas reflecte o céu. Ela não é a terra, mas reflecte a terra. Não é o fogo, mas reflecte o fogo. Guarda nas tuas mãos o poder de ser o que quiseres, reflectindo aquilo de que te aproximares. Observando este cristal, pede ao Alto que te derrame luz e paz para seguir em frente, construindo o teu futuro. És a única pessoa que tem esse poder! Leva este presente: o cristal do auto-encontro.
A menina, emocionada, ficou ali olhando o cristal enquanto os 5 gnomos se afastavam. E, através da pedra, ela pôde ver muita coisa. Era como se a sua percepção tivesse aumentado. Viu, por exemplo, que, de tanto dar atenção às àrvores da mata, o jardim do seu próprio chalé estava abandonado. As rosas, os lírios… estavam murchos, amarelos, tristes…Ela também viu, numa das faces espelhadas do cristal, que ela mesmo merecia cuidados. Lembrou que a sua vida era também um jardim precioso e que chegara o momento de dar a si mesma uma boa dose de atenção. Ali, no meio de tantas descobertas, desligou-se das coisas por algum tempo. Olhando para o cristal mágico, parou de escutar os gritos das árvores e sentiu-se pronta a percorrer os seus próprios 5 caminhos.

Depois de alguns dias afastada, retornou. Estava tão curiosa em saber o que havia acontecido com a mata e as árvores na sua ausência.
Chegando de volta, notou que a figueira tinha encontrado a sua forma de espantar as pragas, derramando seiva sobre as suas folhas e tronco.
A alfarrobeira, acabou permitindo que a trepadeira se instalasse no seu tronco e viu que era possível ter essa inquilina no seu corpo. Não teria o mesma quantidade de sol sobre as suas folhas, não brilharia sozinha, mas permitiria mais frutos à mata, pois a trepadeira era um maracujá. Por outro lado, a amendoeira viu que as ervas daninhas cresceram, mas não ameaçavam. Havia terra para todos. As borboletas gostavam das ervas que nasceram, pois tinham flores, os pássaros usavam-nas para fazerem seus ninhos e as sementes constituíam saborosas refeições.
A mata não estava perfeita como a menina queria, não podia ser chamada de jardim, mas quem é que pode dizer como deve será perfeição? A natureza organizou-se e a menina podia agora olhar para dentro de si. Reflectiu sobres as palavras do mago: “Precisas de ser boa para ser feliz” e agora interpretou-as de outra maneira. Era fundamental que ela fosse boa, antes de qualquer coisa, para si mesma, afim de alcançar a felicidade.
Voltando ao chalé, colocou o cristal sobre a mesa, e decidiu que viveria buscando novos caminhos. Decidiu que a partir daquele dia tudo iria mudar. O cristal mágico do auto-encontro iria nortear os seus passos, pois dentro de si estavam todas as respostas. Olharia mais para o seu próprio jardim, cuidaria das suas flores.
Quando qualquer árvore a chamava tinha total liberdade de escolher se queria ou não interferir. Em virtude disso, as à arvores aprenderam acrescer sozinhas.
A menina, ao fim de alguns anos, foi chamada à comunidade dos gnomos, que quiseram saber como ela estava. Compreendendo que se havia tornado sábia, permitiram que integrasse a sua comunidade e começaria a ajudar outras pessoas, sem jamais se esquecer de si mesma.
...
Seja gentil consigo mesmo. Respeite o seu próprio ritmo e seu próprio tempo. Comemore sempre cada transformação valiosa, cada objectivo alcançado. A vida também é feita de celebração.
(Linhas-base da palestra proferida pelo Octávio a 5 de Janeiro de 2008)

domingo, 6 de janeiro de 2008

Laços

Este é o filme que venceu o Project: Direct internacional lançado pelo YouTube. Recebi um e-mail com a informação de que se trata de um filme espírita. Quanto ao filme não sei. Mas a mensagem é.

Dia Nacional do Espiritismo no Brasil

Câmara aprova Dia Nacional do Espiritismo
A Câmara aprovou, na última quinta-feira (6), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 291/07, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), que institui 18 de abril como o Dia Nacional do Espiritismo. A proposta foi aprovada com parecer favorável relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Wladimir Costa (PMDB-PA). A autora do projeto lembra que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade e que os praticantes brasileiros têm realizado "obras extraordinárias no campo da assistência social", como define a doutrina espírita. Gorete Pereira também destaca a figura do médium Chico Xavier, segundo ela fundamental para a difusão do espiritismo no Brasil. A data escolhida é uma homenagem ao dia em que Allan Kardec lançou, em 1857, na França, o Livro dos Espíritos, marco inicial da doutrina espírita. "A instituição do Dia Nacional do Espiritismo é homenagem justa a um dos mais importantes grupos religiosos do país, cuja atuação tem sido indispensável para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna entre nós", argumenta Gorete Pereira.

Tramitação: O projeto será enviado para votação no Senado.

Íntegra da proposta:
PL-291/2007

Reportagem - Roberto Seabra
Edição - Regina Céli Assumpção

Agência Câmara Tel. (61) 3216.1851/3216.1852 Fax. (61) 3216.1856
E-mail: agencia@camara.gov.br

Pai Nosso

Se em minha vida não ajo como filho de Deus
Fechando meu coração ao amor,
Será inútil dizer: Pai Nosso;
Se meus valores são representados pelos bens da terra,
Será inútil dizer: Que estais no céu;
Se penso apenas em ser cristão por medo,
Superstição ou comodismo,
Será inútil dizer: Santificado seja o Vosso nome;
Se acho tão sedutora a vida aqui,
Cheia de supérfluos e futilidade,
Será inútil dizer: Venha a nós o Vosso Reino;
Se no fundo, o que eu quero mesmo
É que todos os meus desejos se realizem,
Será inútil dizer: Seja feita a Vossa vontade;
Se prefiro acumular riquezas,
Desprezando meus irmãos que passam fome,
Será inútil dizer: O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
Se não me importo em ferir, injustiçar,
Oprimir e magoar os que atravessam o meu caminho,
Será inútil dizer: Perdoai as nossas ofensas,
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
Se escolho sempre o caminho mais fácil,
Que nem sempre é o caminho do Cristo,
Será inútil dizer: E não nos deixeis cair em tentação;
Se por minha vontade procuro os prazeres materiais
E tudo o que é proibido me seduz,
Será inútil dizer: Livrai-nos do Mal...
Se, sabendo que sou assim, continuo me omitindo
E nada faço para me modificar,
Será inútil dizer: Amem ou que assim seja.
Que Jesus nos inspire,
Fazendo-nos seres humanos melhores,
Em um mundo melhor.

(in Seara Espírita, edição nº 38 - Janeiro de 2002.)